Instrução Normativa ABEE n.º 01/2017, de 26 de abril de 2017

Instrução Normativa ABEE n.º 01/2017, de 26 de abril de 2017

Estabelece critérios sobre quais membros podem fruir de licença internacional, dos auxílios financeiros, apoios, bolsas, ajuda de custo e outros elementos que configuram benefícios direcionados aos atletas, concedidos ou repassados, diretamente ou indiretamente, pela ABEE.

 

A DIRETORIA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCALADA ESPORTIVA, por intermédio de sua Presidente, no uso de suas atribuições plenas que lhes são conferidas pelos Art. 29, I e Art. 30, I, do Estatuto da ABEE, registrado sob o n.º 75.482, do dia 03 de agosto de 2015, de forma a consolidar seus objetivos e finalidades, estabelece:

 

Art. 1 – Somente membros associados à ABEE no pleno cumprimento de suas obrigações como associado podem se valer de licença internacional,  dos auxílios financeiros, apoios, bolsas, ajuda de custo e outros elementos que configuram benefícios direcionados aos atletas, concedidos ou repassados, diretamente ou indiretamente, pela ABEE.

 

Art. 2 – Não será concedida licença internacional e qualquer auxílio financeiro como apoio, bolsa, ajuda de custo ou qualquer outro elemento que configure benefício direcionado ao atleta, em favor do associado ABEE que se inscreva ou participe dos seguintes eventos no presente ano de 2017:

 

I – Eventos de Escalada Esportiva que não contemplam o espírito esportivo ou estabeleçam qualquer tipo de descriminação de raça, gênero ou religião;

II – Eventos de Escalada Esportiva que não correspondam aos objetivos e finalidades da ABEE;

III– Eventos de Escalada Esportiva nacionais, estaduais ou regionais não reconhecidos pela ABEE;

IV– Eventos de Escalada Esportiva com caráter de estabelecer ranking nacional, estadual ou regional homólogo ao da ABEE;

 

Art. 3 – Caso o benefício contemple período além do presente ano de 2017, as regras do Artigo anterior valem para todo seu período de validade.

 

Art. 4 – A presente Instrução Normativa será automaticamente revogada por qualquer ato posterior que corresponda ao seu conteúdo.

 

Art. 5 – A presente Instrução Normativa passa a vigorar a partir desta data.

 

 

São Paulo, 25 de abril de 2017.

 

 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCALADA ESPORTIVA

4 Respostas para "Instrução Normativa ABEE n.º 01/2017, de 26 de abril de 2017"

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    Alexandre Rocha Albuquerque
    5 de maio de 2017 (19:11)
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    Qual o objetivo de impedir que os atletas filiados a ABEE não participem de campeonatos que não sejam filiados a ABEE ? Gostaria de entender, porque me pareceu bastante antipático e segregadora esta medida. Seria criar um monópolio dos atletas de elite ?

    • comment-avatar
      Alexandre Rocha Albuquerque
      5 de maio de 2017 (19:13)
      Resposta

      Me parece que esta história da escalada virar um esporte olímpico está começando mal….

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    Felipe Lengert
    9 de maio de 2017 (13:30)
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    Como escalador desde 2001 não vejo com bons olhos o veto à participação em eventos de outras entidades, que poderiam ser proveitosos aos atletas. Tal norma não me parece saudável ao desenvolvimento do nosso esporte no Brasil, ainda mais nesse momento tão relevante. Um abraço

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    Elton Koga
    9 de maio de 2017 (20:33)
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    Prezados,

    Estende-se que esta normativa é um tiro no pé na propria ABEE. No fringir dos ovos a ABEE quer o empoderamento dos [poucos] atletas existentes no país. É uma política extremamente exclusiva. Ainda é dificil entender porque a ABEE e a CBME insistem em serem instituições que organizam e coordenar os eventos num país continental como o Brasil. Nota-se falta competencia das duas instituições para inserir atletas de todos os estados num unico Ranking. Precisamos aprender com outros esportes, onde o Ranking funcionam e os recursos financeiros chegam onde devem chegar. Vejam como funciona, por exemplo, o Rankin de Tenis da CBT (http://www.cbt-tenis.com.br). Ao invés de ficar ditando regras e impedindo atletas de competir, a ABEE deveria focar em organizar o Ranking brasileiro bem como normatizar as regras das competições para que qualquer interessado possa realizar sua competição local adotando política de inclusão, não política de exclusão como estão fazendo. Não é nenhum pouco inteligente a ABEE tentar fazer tudo, tentar organizar o Ranking, organizar as competições, buscar recursos etc. Não precisamos reinventar a roda, precisamos adaptar o que dá certo em outros esporte, caso contrário vamos ficar tendo eventos com meia duzia de atletas locais, atletas se lesionando em competições por falta de segurança, pouco recurso financeiro, eventos sem nenhum preparo para receber a mídea e poucos atletas representativos nas competições internacionais.


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